quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

PESQUISA MATERIAL ESCOLAR – JANEIRO/17

O Centro de Estudos e Pesquisas Procon Barretos, realizou pesquisa comparativa de preços de material escolar, em quatro papelarias da cidade.

A pesquisa tem o objetivo de mostrar ao consumidor as diferenças de preços que podem ser encontradas. Portanto o consumidor deve fazer pesquisas e negociar formas de pagamento.

Os materiais mais vendidos apresentou um aumento considerável de 8,81% em relação ao ano passado, além desse aumento há uma variação considerável de um estabelecimento para outro e também existe a diferença de preços devido à marca do produto. 

Já em relação aos materiais mais baratos não foi possível fazer uma comparação, pois poucos estabelecimentos forneceram esses dados. 

O produto que apresentou maior variação nos preços foi o Apontador de Lápis, que pode ser encontrado por R$0,22 a R$6,70 (variação de 2945%) entre o menor e maior preço, essa variação ocorre muito devido a marca do produto e a qualidade. 

O Grafite pode ser encontrado por R$ 0,60 até R$ 4,50, representando uma variação de 650% de um estabelecimento para outro, mesma questão do apontador.

Já em relação aos preços pesquisados em 2016, houve uma oscilação, muitos produtos apresentaram uma queda no preço, porem a queda foi questão de centavos, já os produtos que subiram o valor, acabaram tendo uma alta mais considerável, destaque para Régua que podia ser encontrada por até R$0,50 e hoje é encontrada até por R$2,25, variação de 350%. 

Um produto que apresentou uma queda grande esse ano foi a Caneta Hidrocor cores 12, que em 2016 era encontrada até por R$19,90 e esse ano pode ser encontrada até por R$10,00, variação de 99%. A Borracha também teve uma queda considerável, em 2016 era encontrada por R$2,25, já esse ano ela está por até R$0,60, variação de 275%.

Outro item com aumento considerável foi o Papel Almaço (tanto o com pauta quanto o sem pauta), tinha como maior preço R$0,20 em 2016, já esse ano está R$1,70, aumento de 750%.

Além da pesquisa o órgão orienta o consumidor para ficar atento a lista exigida pelas escolas, muitas vezes exigem itens que não competem ao aluno comprar. As escolas somente podem exigir a compra de materiais de uso pedagógico.

No caso de qualquer problema com o material escolar, procure solucioná-lo junto ao fornecedor. Se não tiver solução, recorra a um órgão de defesa do consumidor de sua cidade.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

ATIVIDADES REALIZADAS PELO PROCON BARRETOS NO ANO DE 2016

Neste ano de 2016, o PROCON BARRETOS realizou 18444 atividades e atendimentos, sendo reclamações, audiências, fiscalização, eventos, etc.


Dos atendimentos, as empresas que lideraram o ranking foram sobre serviços essências, com as operadoras de telefonia, tais como, Grupos Claro, Vivo/Telefônica e Tim Celular, seguidas de assuntos financeiros, com as operadoras de cartão de crédito, bancos, financeiras, etc.., Grupos Itaú/Unibanco, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander.




Dentre as reclamações os problemas mais recorrentes pelo consumidor são as cobranças indevidas, problemas com cumprimento dos contratos, produtos e garantia, etc.

O consumidor contou também com os serviços da plataforma CONSUMIDOR.GOV.BR para solução de conflitos de consumo, onde faz o registro de sua reclamação diretamente com o fornecedor, o qual vem apresentando grande índice de solução para o consumidor.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

PROCONS MANIFESTAM PREOCUPAÇÃO COM A COBRANÇA DE PREÇOS DIFERENCIADOS PARA PAGAMENTO EM CARTÃO E EM DINHEIRO

O governo federal publicou, nesta terça feira, a Medida Provisória 764/16 que permite a diferenciação de preços de bens e serviços oferecidos ao público, em função do prazo ou do instrumento de pagamento utilizado. A medida, de acordo com Joana Soleide Dias, dirigente do Procon de Barretos, poderá ser um retrocesso, pois o consumidor poderá acabar sendo duplamente penalizado, o que viola o art. 39, inciso V, da Lei n. 8.078/90 - Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

Na prática, a composição dos preços dos produtos e serviços já leva em consideração as taxas que as empresas pagam para as administradoras de cartões ou quaisquer outros custos que importem no não recebimento do pagamento em dinheiro e imediatamente. Com a possibilidade de diferenciação, poderá haver um sobrepreço cobrado daqueles que desejam pagar com cartão ou cheque pré datado, por exemplo, ao invés de descontos.

Haverá também a insegurança para aqueles que optarem andar com dinheiro na carteira, avaliam os órgãos de defesa do consumidor. Portanto, a medida anunciada pelo governo federal poderá trazer mais um encargo a ser suportado pelos consumidores, além de colocá-los em risco.

Além disso, os Procons sistematicamente vem constando o desrespeito ao direito básico à informação por parte dos fornecedores de produtos e serviços no mercado de consumo e a diferenciação de preços tornará essa realidade ainda mais contundente, já que são inúmeras as bandeiras e as taxas cobradas para cada uma delas tem um valor diferenciado, fato que não será tolerado por violar regras previstas no art. 6o, III, 30 e 52 da norma consumerista.